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Conheça a história de Caibaté, sede do Seminário Internacional das Missões

Atualizado: 7 de mar.

Cidade é conhecida como “Coração das Missões” por conta da história dos Três Mártires das Missões

Foto colorida do monumento dos padres Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João de Castilhos em Caibaté. As estátuas em bronze estão lado a lada e os padres possuem uma mão próxima a boca e a outra estendida em sinal de benção. Ao fundo praça de Caibaté
Cidade é conhecida pelo turismo religioso - Foto: Divulgação/Prefeitura de Caibaté

Em abril deste ano, Caibaté será sede do V Seminário Internacional de História, Educação e Turismo da Região das Missões. O evento está marcado para os dias 24 e 25 do próximo mês na sede da Associação dos Funcionários da Cermissões (Afucer). Mas afinal de contas, por qual razão o município foi escolhido para ser a sede desse evento?


Caibaté, além de estar geograficamente localizada em uma posição estratégica no centro da região das Missões, possui uma história entrelaçada com as reduções Jesuítico-Guarani. O atual Santuário do Caaró, localizado no município, é um importante ponto turístico que atrai pessoas de todo o país e também de fora do Brasil. O local é reconhecido por ter sido onde foram martirizados dois padres jesuítas: Roque Gonzales e Afonso Rodrigues.


História de Caibaté


A história do atual município de Caibaté começou durante a primeira fase das missões jesuíticas no Brasil (1609-1706), quando o padre Roque González fundou a redução de Todos os Santos, em 1628 no local conhecido como Caaró. Após 15 dias da fundação, nesse mesmo local o padre Roque e o também jesuíta Afonso Rodrigues foram martirizados e a redução foi queimada. 


No mesmo período, o padre Júlio de Castilhos também foi morto na redução de Assunção de Ijuí - ambas as mortes foram o resultado dos conflitos e do choque cultural entre os colonizadores jesuítas e os povos indígenas da região. De acordo com a história local, o coração de Roque Gonzales teria permanecido intacto às chamas do incêndio da redução. A relíquia está atualmente guardada em Assunção, no Paraguai. Em 1988, os três padres foram considerados oficialmente santos pela Igreja Católica, sendo os três primeiros santos brasileiros reconhecidos na história.


Caibaté tem seu nome de origem Tupi, que significa “mato alto com muitas frutas”. A partir de 1919 as terras que formam o município começaram a ser repovoadas e dívidas. É então que surge a Colônia Rondinha, em uma referência aos tropeiros que passavam conduzindo o gado pela região. Depois a vila passou a ser chamada de Santa Lúcia, em virtude da santa padroeira católica Santa Luzia. Em 1926, a vila foi transformada em um distrito do município de São Luiz Gonzaga. O crescimento do povoado está muito atrelado à chegada de imigrantes, tanto de outras regiões do estado, como de Portugal e da Alemanha. 


Em 1966, Caibaté conquista a emancipação. O município possui uma área de aproximadamente 258 km² e 4.823 habitantes, segundo dados do último Censo 2020 feito pelo IBGE. A primeira edição do Seminário Internacional das Missões foi realizada em 2017, depois em 2018 e 2019. A última edição ocorreu em 2022 com o tema “Missões Jesuítico-Indígenas: Entre Luzes e Sombras; Futuro/Passado”.


Sobre o Seminário

O Seminário Internacional das Missões é organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo (SMECT) de Caibaté, em parceria com a Cátedra Unesco, a Universidade Federal de Santa Maria e a Trilha dos Santos Mártires. O evento oferece a oportunidade de conhecer, desvendar e discutir detalhes sobre os diferentes momentos da história das Missões Jesuíticas Guarani na América do Sul. Ao longo de dois dias, está prevista a realização de diversas palestras com especialistas de diferentes instituições de ensino do Brasil, Argentina e Paraguai. Além de apresentações artísticas de grupos locais e regionais.


Texto: Assessoria de Comunicação - Seminário Internacional das Missões


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